Aprenda os conceitos fundamentais da gestão do conflito, ao ler o primeiro volume do Sistema Andrasta.
Poder-se-á encontrar conceitos filosófico-tácticos de alguns mestres da gestão do conflito, militar ou não, mas pretende-se que se aprenda que o conflito físico deve antes de mais, ser gerido de forma a evitá-lo. Se for inevitável, então reconhece-se uma incapacidade própria de gerir o conflito emocional e psicológico, que visa o domínio da situação e dos intervenientes de forma a garantir a defesa completa da integridade física. Exemplo disso, são os vastíssimos duelos perpetuados onde raramente não acabavam em perdas para ambos os duelistas.
Numa análise mais global sobre a defesa pessoal, tentou-se reflectir sobre a gestão de emoções, situações e/ou acções prevenção para uma gestão eficaz do conflito antes do envolvimento físico.
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Excertos do livro...
1. Introdução O universo da defesa pessoal é tão lato que proliferam os mais variados sistemas designados como sistemas de defesa pessoal, muitas vezes derivados de praticantes ou instrutores de artes marciais, cuja transposição técnica para o sistema da arte que lhes deu origem, por vezes fica um pouco desajustada ou impraticável de ser utilizada numa situação anárquica como é um combate de rua, onde se visa o máximo dano causado sem regras éticas e desportivas, muitas vezes pertença desses mesmos sistemas. Após consulta ao mercado, verificou-se que a oferta muitas vezes se encontra desajustada da necessidade de estabelecer um sistema simples e eficaz, capaz de ser utilizado por pessoas comuns, principalmente pelo sector feminino, cuja incapacidade de executar algumas das técnicas exemplificadas nesses manuais dirigidos ao público marcial ou masculino, goram o estudo feminino na biomecânica ou simples fisiologia. Este estudo, foi efectuado a pensar numa psico-pedagogia para pessoas comuns, capaz de absorver toda esta dinâmica e aproveitar para se disciplinar, conseguindo interagir numa atitude física e mental, integrando-se como um todo numa filosofia de vida aprendendo a gerir medos. É de extrema importância que as técnicas aqui descritas, deverão ser acompanhadas por instrutores e levadas apenas até um nível de conforto da sua utilização, assim como com toda a consciência da sua utilização para que sejam apenas utilizadas como último recurso, para protecção da integridade física em estado último quando não é possível tomar mais nenhuma opção e está em perigo a nossa vida, pois deverão sempre ser tomadas diligências de forma a pacificar-se a situação recorrendo á autoridade ou ajuda de quem poderá ajudar. Não poderá ser aceite nenhuma responsabilidade de acidentes ou transtornos que possa sofrer quem utilizar este livro ou seguir os conselhos nele contidos sem a correcta supervisão, além de que as aulas são de acesso apenas a maiores de 18 anos, responsáveis pelos seus próprios actos e práticas.
“ …lutar e conquistar em cem batalhas, não é a habilidade máxima. Subjugar o inimigo sem nenhum tipo de luta, é a maior habilidade de todas… “ Sun Tzu
2. Considerações filosoficó-tácticas
Considera-se que para uma técnica de reacção ser efectiva, deverá ter em consideração o domínio de 3 aspectos: auto controle, controle do adversário e controle da situação.
No auto controle, ao optar por uma reacção, devemos em primeiro acreditar que podemos reagir, já que a insegurança gera a dúvida, a dúvida gera a indecisão, a indecisão gera o erro e o erro pode ser fatal. Assim, só devemos iniciar uma reacção, se estivermos convictos que conseguimos efectua-la senão, podemos transmitir sinais de perigo ao agressor e este incrementar o nível de violência e determinação ao sentir-se ameaçado. Controlar o medo não é eliminá-lo, mas fazer dele um seu
aliado. O medo deve ser canalizado para utilizar uma técnica que irá
incapacitar o agressor, imobilizando-o se possível. No contrário negativo, o
medo poderá paralisar-lhe as suas acções debilitando as suas hipóteses de se
defender. Deve considerá-lo como um aliado e não como um inimigo a combater. continua... 3. Estratégia no combate Existem vários tratados sobre estratégia militar, gestão da batalha e condução da guerra, sendo hoje sobejamente conhecida a aplicação às leis da gestão empresarial. Contudo, ao ler Karl Von Clausewitz, ,,, continua...
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